VÍDEO DE PESSOAS SOCORRENDO ANIMAIS

Este vídeo mostra pessoas socorrendo animais em diferentes situações em que eles precisavam de sua ajuda, lembrando através do exemplo que a compaixão também vale para as outras espécies com as quais compartilhamos o mundo. Muitas das situações em que eles precisavam de socorro inclusive foi gerada pelo impacto do ser humano. Continue reading VÍDEO DE PESSOAS SOCORRENDO ANIMAIS

FILHOTES DE PORCO TIRAM MÃE TIGRE DA DEPRESSÃO

Algumas pessoas ainda insistem em dizer que certos comportamentos são motivados por instintos naturais e não por emoções mais profundas, especialmente aqueles que se pode associar ao “instinto maternal”, porém a associação de todos os fatos deixam clara sua sensibilidade e sua semelhança conosco em relação aos sentimentos.

Um dos vários exemplos é o caso da mãe tigre que ficou depressiva após perder todos os seus filhotes em um parto prematuro. A depressão foi diagnosticada após perceberem que sua saúde física estava também debilitada. Por ser um animal em extinção – embora este não devesse ser o único motivo para se ajudar um animal – foi feito muito esforço para melhorar sua saúde. Filhotes de porcos ganharam roupinhas com estampa de tigre e foram apresentados à mãe tigre, que os acolheu como se fossem seus. Sua saúde mental e física então voltaram ao normal.

mae tigre

Imagem: 9GAG

CÃO TENTANDO FAZER AMIZADE COM GAROTO

Os cães, assim como os outros animais, são vítimas frequentes de discriminação. Os de porte grande especialmente. Porém diversos eventos nos mostram a importância de dar uma chance para a aproximação entre os cães e as crianças. O vídeo a seguir, gravado pela mãe de um menino com síndrome de Down, mostra um cão da raça Labrador buscando o contato com seu filho, que segundo ela não gostava – e continua não gostando – de contatos físicos nem mesmo com ela. É possível ver a resistência do menino e a insistência determinada e ao mesmo tempo delicada do cão, que acaba por conseguir a aproximação que desejava e ganha até um abraço. Lindo de se ver. Clique na imagem para ver o vídeo no site R7:

cao amizade garoto down

HISTÓRIA DA LAIKA

laika 2 mesesLaikolina Filomena, Laika para os íntimos, é uma cadelinha catarinense resgatada das ruas com cerca de 2 meses de idade. Estava eu andando sozinha e a pé pelas ruas perto de onde morava na época, vestindo por coincidência uma camiseta com estampa de cachorro, que acho que denunciava minha nada secreta paixão por estes animais, quando escuto um ganido estratégico. Parei e olhei para o lado, e eis que vejo um pequeno toco de cãozinho barrigudo e sarnento mas mesmo assim inevitavelmente fofo, que ao ver que tinha conseguido chamar minha atenção voltou correndo para o arbusto de onde devia ter acabado de sair, fugindo do sol.

Quase instintivamente, lá vou atrás da pequenina sem noção que tinha acabado de sentar em mil formigas e outros insetos afins, para tirá-la de lá e ver do que se tratava. Logo percebi que o toco era uma toca, pois era fêmea, e sua barriguinha estava enorme, o que depois soube que era pela existência de vermes. Ela estava até pesada de tão barriguda e também um pouco sem energia. O pêlo tinha falhas no corpo inteiro, o que depois foi identificado como sarna sarcóptica, que é o tipo mais comum e sem origem genética como a sarna demodécica, segundo o veterinário para o qual a levei depois.

laika 2 meses 2Em um breve momento de “Ai meu deus, e agora?”, olhei em volta na inútil expectativa de ver alguém procurando por ela ou até mesmo uma mãe cadela procurando seu rebento. Nada. Levantei com o pequeno ser no meu colo, e caminhei em direção à minha casa com um sentimento de “ai meu deus, e agora?” maior ainda, mas na certeza absoluta de que deixá-la lá passando calor, fome e correndo o risco de ser atropelada não seria uma opção.

Foi um caso de amor fulminante, pelo menos meu em relação a ela. Tentei até ver se alguém a adotaria, pois minhas condições financeiras na época não eram das melhores e eu morava com a minha mãe, que a princípio não queria um cãozinho em casa, mas a simples idéia me fez chorar compulsivamente, coisa que não acontece com todos os cães que resgato da rua. Já cheguei a localizar os donos de cães que estavam perdidos e fiquei feliz quando eles foram embora, pois sabia que eles estavam bem. E é isso que realmente importa. Mas com a Laika desenvolvi um apego muito forte e instantâneo. Comecei logo a cuidar da saúde dela, desde o primeiro dia, e ela ficou 100%. E não, não sobrou para a minha mãe.

Essa é a história de como ela me achou. Daí para a frente começamos a ser companheiras inseparáveis, já que eu adoro a presença dela e ela sempre pareceu adorar ficar pertinho também, como talvez todo cão que conheço. E eu não sei o que faria sem esse presente que a vida me deu, aparentemente por acaso.

Fernanda – Direitos Animais

UE BANE DEFINITIVAMENTE TESTES EM ANIMAIS PARA COSMÉTICOS

A União Europeia (UE) vai proibir, a partir de 11 de março de 2013, a importação e venda de produtos de cosmética testados em animais. A informação foi anunciada antecipadamente aos ativistas por um comissário europeu.

De acordo com um comunicado divulgado pela Newswire, o anúncio foi efetuado, de forma pessoal, por Tonio Borg, através de uma carta aos ativistas contra as experiências em animais.”Acredito que a proibição deverá entrar em vigor em Março de 2013, pois o Parlamento e o Conselho já decidiram”, escreveu Torg, acrescentando que a proibição não deve ser “adiada ou revogada”. “A decisão significa também que teremos de intensificar os esforços para o desenvolvimento, validação e aceitação de métodos alternativos, bem como o reconhecimento internacional desses meios”, afirmou ainda o comissário.
Na prática, a medida estipula que, a partir de 11 de março, qualquer pessoa que pretenda vender novos produtos e ingredientes cosméticos na UE não poderá testá-los em animais em nenhuma parte do mundo. A proibição estende-se a todo o tipo de produtos, desde os de higiene aos de beleza, dos sabonetes até à pasta de dentes e aos cremes de rosto.

Proibição está sendo muito comemorada

A novidade está a ser muito comemorada pela cadeia de lojas de beleza The Body Shop e pela organização Cruelty Free International que, após mais de 20 anos de campanha em nome do fim destes testes, veem o seu desejo concretizado.

A marca inglesa The Body Shop, que sempre se ergueu contra os testes em animais, vai ser das poucas não afetadas pela proibição e já se uniu à associação Cruelty Free Internacional para celebrar, por meio de várias iniciativas, até dia 11 de março, esta decisão.Os ativistas acreditam que a proibição possa constituir-se como inspiração para outros países que ainda exigem os testes em animais, como é o caso da China.
“Trata-se, de facto, de um evento histórico que assinala o fim de mais de 20 anos de campanha. Agora vamos aplicar a nossa decisão e determinação num palco global para garantir que o resto do mundo seguirá o mesmo caminho”, prometeu Michelle Thew, diretora executiva da Cruelty Free International.
Já Paul McGreevy, diretor de valores internacionais da The Body Shop, deixou uma palavra de agradecimento aos clientes que têm apoiado, ao longo de muitos anos, a campanha da empresa contra os testes de cosméticos em animais. “Esta grande conquista na Europa é apenas o encerramento de um capítulo. O futuro da beleza deve ser sem crueldade”, concluiu.

A proibição da União Europeia a respeito da importação e venda de produtos de cosmética testados em animais começou a ser planeada em 2009, mas muitas empresas continuavam na esperança de que esta fosse adiada ou revogada.

fonte: Veggietal

ENTENDA POR QUE AS PROTEÍNAS VEGETAIS SÃO SUFICIENTES

Para entender o conceito de proteína precisamos saber o que é um aminoácido. Isso porque uma proteína é um conjunto de aminoácidos.

proteina vegetal

Um aminoácido é uma molécula orgânica (que contém um grupo amina, um grupo carboxila e uma cadeia lateral que é específica para cada aminoácido), presentes em fontes vegetais e animais. Existem 20 tipos de aminoácidos (decorrentes da variação dessa cadeia lateral da molécula), e precisamos ingerir apenas 8 desses 20, os chamados aminoácidos essenciais.

Os aminoácidos essenciais são aqueles que nosso organismo não consegue produzir. Os 8 aminoácidos essenciais para formação de proteína são: isoleucina, leucina, lisina, metionina, enilalanina, treonina, triptofano e valina. Todos eles presentes em fontes vegetais.

Então, da mesma maneira que um boi, que se alimenta exclusivamente de vegetais, consegue produzir a proteína presente em seu corpo, nós também podemos.

A diferença entre a proteína vegetal e a animal está na quantidade de aminoácidos em um mesmo alimento, sendo a carne e a soja considerados proteínas completas por possuirem todos os aminoácidos essenciais em sua composição. Os demais alimentos vegetais possuem proteínas incompletas, ou seja, precisam da presença de outras fontes vegetais para compor a proteína, como por exemplo a combinação de leguminosas (lentilha, feijão e grão de bico) com cereais. Essas combinações não precisam ocorrer na mesma refeição e sim ao longo do dia.

No entanto, uma vez absorvido pelo organismo, a proteína vegetal não se difere da animal. Tanto as proteínas completas como incompletas são absorvidas na sua forma de aminoácidos, ou seja, a proteína animal será separada em aminoácidos (processo chamado de desnaturação) antes de ser absorvida. Posteriormente esses aminoácidos serão novamente transformados em proteínas pelo nosso organismo. O mesmo acontece com os aminoácidos dos vegetais, que após serem absorvidos se transformam em proteínas.

Resumindo, toda proteína animal é quebrada em aminoácidos pelo nosso organismo, os mesmos presentes nas fontes vegetais. E a partir desses aminoácidos que as proteínas serão formadas.

De acordo com a Associação Dietética Americana, a proteína vegetal atende as necessidades se os alimentos forem variados e se as necessidades energéticas (calorias)  forem supridas.

Veja abaixo o que diz o Dr Erick Slywitch (CRM 105.231), especialista em nutrologia, a respeito dos mitos mais comuns sobre a proteína vegetal:

1o Mito: A proteínas vegetais são incompletas (carentes em aminoácidos)
Verdade: Alguns alimentos podem apresentar teores baixos de um ou mais aminoácidos específicos. A combinação de alimentos de grupos diferentes fornece todos os aminoácidos em ótimas quantidades
2o Mito: As proteínas provenientes de fontes vegetais não são “tão boas” quanto as provenientes de fontes animais
Verdade A qualidade depende da fonte da proteína vegetal ou da sua combinação. As proteínas vegetais podem ser iguais ou melhores do que as proteínas animais
3o Mito: As proteínas de diferentes alimentos vegetais devem ser consumidas juntas na mesma refeição para atingir um alto valor nutricional.
Verdade Os aminoácidos não precisam ser consumidos todos na mesma refeição. A maior importância está em consumi-los ao longo do dia.
4o Mito: Os métodos baseados em animais para determinar os valores de necessidade nutricionais de proteína são adequados para humanos.
Verdade Esses métodos costumam subestimar a qualidade nutricional das proteínas, já que as necessidades de proteínas e a velocidade de utilização delas é muito diferente entre os animais e os seres humanos.
5o Mito: As proteínas vegetais não são bem digeridas
Verdade A digestibilidade pode variar de acordo com a fonte e o preparo da proteína vegetal. A digestibilidade da proteína vegetal pode ser tão alta quanto a animal para alguns alimentos.
6o Mito: A proteína vegetal não é suficiente, sem a carne, ovo ou os derivados do leite, para oferecer as necessidades humanas de aminoácidos.
Verdade A ingestão dos aminoácidos essenciais pode ser tranqüilamente atingida utilizando-se apenas as proteínas vegetais ou uma combinação delas com as animais (ovos, leite e queijo).
7o Mito: As proteínas vegetais contêm os seus aminoácidos desbalanceados e isso limita o seu valor nutricional.
Verdade Não há nenhuma evidência de que esse balanço seja importante. O que importa é que todos os aminoácidos atinjam o seu valor de ingestão recomendado ao longo do dia. Pode ocorrer desbalanço por uma suplementação inadequada de aminoácidos, mas isso não costuma ser um problema prático comum.
8o Mito: Existem aminoácidos na carne que não podem ser encontrados em nenhum alimento do reino vegetal.
Verdade Todos os aminoácidos essenciais são encontrados em abundância no reino vegetal.

 

fonte: Dica Veggie

REPELENTES NATURAIS PARA AFASTAR INSETOS

Para afastar os insetos indesejados de dentro de nossa casa, evitando inconvenientes e incômodos inegáveis, não é preciso agir de maneira destrutiva. É possível espantá-los sem matar, e inclusive sem sofrer os males causados pelos inseticidas comuns. Confira algumas alternativas de repelentes naturais para cada tipo de inseto:

Pernilongos:

São afastados pelos cheiros da citronela, da casca de laranja, do limão, do manjericão e do cravo.

Para o ambiente: Com 100g de citronela, 100g de manjericão e 1 litro de álcool é possível fazer um repelente líquido para o ambiente: Basta bater tudo no liquidificador, coar e colocar em um recipiente com bico pulverizador, e aplicar 1 vez por dia. A casca de laranja ou de limão siciliano podem ser inseridos nos aparelhos elétricos de tomada no lugar da pastilha.

Repelente corporal: Mergulhe um pacote de cravos no álcool por 30 dias. Depois, coe a mistura e junte 50 ml de óleo de amêndoas. Outra opção é misturar 200 ml de óleo mineral com 30 ml de óleo de andiroba e 30 ml de óleo de citronela.

Formigas:

Cheiro de cravo, limão-siciliano e louro costumam espantar formigas, bem como o vinagre branco, que pode ser misturado com água em partes iguais e pulverizado no caminho das formigas.

Para evitar ataques à comida dos animais de estimação, ponha a tigela em uma bandeja com água, e troque constantemente para evitar atrair o mosquito da dengue.

Para que elas não subam até as folhas da sua árvore, envolva o tronco com fita adesiva dupla face até a altura de 7 cm. Outra dica, no caso de plantas, é pulverizar água com sabão.

Baratas:

Para espantá-las, pingue óleo essencial de alecrim e eucalipto em algodão e distribua nos cômodos.

Referências: Folha

 

CÃO CEGO RESGATA CADELA EM TRABALHO DE PARTO NA RUA

Por mais que muitos fatos demonstrem a solidariedade e compaixão de animais não humanos, existe ainda uma resistência quase inconsciente em nossa cultura que tenta justificar tais atos como alguma forma de instinto, seja de auto-proteção, proteção da matilha ou preservação da espécie. O fato é que certas atitudes muitas vezes não seriam tomadas por qualquer ser humano, tão cheio de racionalidade e que supostamente também deveria ter tais “instintos”, pois ele mesmo é também um animal social, que precisa viver em grupo.

Foto: Anete Poll/JA

A matéria abaixo mostra mais um desses exemplos, em que um cão cego, ao perceber que uma cadela estava dando a luz na rua, foi em em seu auxílio, levando a mãe e seus filhotes para dentro de sua casinha, mostrando inclusive uma capacidade de compreensão dos fatos que muitas vezes supomos que não exista em cães ou outros animais. Leia a matéria completa no Jornal Agora.

CONSUMIDORAS DÃO PREFERÊNCIA A COSMÉTICOS “CRUELTY FREE’

Os cosméticos são tão presentes no dia-a-dia das amigas Juliana Eliezer, de 30 anos, e Luciane Zardo, de 28 anos, quanto as três refeições diárias. Assim como as duas se preocupam com a qualidade da comida, elas passaram a ter um novo hábito ao comprar cosméticos: olhar o rótulo dos xampus e hidratantes para ver se o fabricante testa o seu produto nos animais.

Empresa que não testa, ou seja, que é “cruelty free” (em tradução livre: sem crueldade) ganha pontos com as meninas. “Se eu tenho a opção de um similar que não é testado em animais, fico com ele. A não ser que a diferença de preço seja exorbitante, algo que realmente eu não possa arcar sem prejudicar o meu orçamento”, afirma Juliana.

A amiga Luciane pensa do mesmo jeito. “Dou preferência, pois, se há produtos semelhantes, porque preferir um que é testado?”, diz a jovem. A dupla de São Paulo, que mantém o blog sobre cosméticos “Vende na Farmácia?”, deixa claro que não é tão rigorosas na escolha, apenas que isso “é só uma pequena atitude” diante das prateleiras.

Tendência

Para Carlos Rosolen, diretor da entidade de proteção Projeto Esperança Animal (PEA), em São Paulo, essa atitude é tendência e vem moldando a forma como as empresas lidam com os testes indispensáveis antes de lançar qualquer produto no mercado. “Os consumidores estão optando por produtos que não são testados em animais. Quem ficar parado neste progresso vai perder mercado”, diz Rosolen.

A empresária do ramo de cosméticos Clélia Angelon também observa uma maior consciência do consumidor brasileiro. “É uma tendência universal. Hoje, as pessoas pensam antes de comprar um produto. Elas estão se questionando se uma embalagem bonita não é mais importante que a ética na fabricação dela”, diz ela.

Para a professora Juliana Ferreira, de 30 anos, a preferência por cosméticos livres de crueldade já dura dois anos. Vegetariana há 11 anos, ela só se preocupou com os testes quando começou a comprar e a usar mais cosméticos no dia-a-dia. A professora conta que o hábito começou depois que ela morou um tempo nos Estados Unidos. “Lá tem muito mais opções que aqui”, lamenta Juliana, que criou recentemente o blog “Cruelty free make up” para trocar ideia e informações sobre produtos “livres de crueldade”.

Vídeos na internet

Foi após ver vídeos com testes em animais na internet que a estudante Juliana Settimi, de 23 anos, decidiu mudar os hábitos. “Eu não podia ser uma vegetariana incompleta”, dispara a jovem.

Hoje, a estudante tenta convencer as amigas a consumirem produtos “cruelty free”. “Tem gente que nem sabe que os produtos são testados em animais, quanto mais que eles podem não ser testados”, afirma a jovem.

Mas tanto a Juliana professora quanto a Juliana estudante lamentam a dificuldade que é encontrar absorvente e creme dental “livres de crueldade”. “Aí, não tem jeito mesmo, falta opção”, diz a estudante Juliana.

Testes

A polêmica dos testes em animais, no entanto, está longe de acabar. Isso porque os testes são feitos justamente para identificar e diminuir os riscos de reações adversas antes de um produto começar a ser vendido no mercado.

“O teste feito em animal dá parâmetro de quantidade da substância necessária em um cosmético. O teste vai apontar se deve ser usado mais ou menos dessa substância, por exemplo”, esclarece o biólogo Octavio Presgrave, coordenador do grupo técnico de cosméticos do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Para cosméticos, diz Presgrave, os principais animais utilizados são os roedores, como o coelho. “O animal é a última fase de teste antes dos humanos”, diz o biólogo.

Segundo ele, testar em animais, ao contrário do que se pensa, pode sair mais caro que usar métodos alternativos. “Também existe a pressão para se deixar de usar animais”, acrescenta.

A evolução nos teste, diz Presgrave, se dá ao menos na quantidade de animais usados. “Se antes eram entre 30 e 40 animais para testes de alergia, por exemplo, hoje em dia, são dez”.

Como saber

A indicação de que um cosmético é “cruelty free” costuma vir indicada na embalagem, mas nem todas as empresas optam por deixar esta informação à mostra. O empresário Flávio Pioker, também do ramo de cosméticos, diz que as vendedoras da sua loja são treinadas para descrever a filosofia “verde” da empresa. “A gente tenta informar o cliente, conversar, para ele entender a diferença”, afirma o empresário.

Mas em tempos de internet, não é necessário muito esforço para descobrir as empresas que testam ou não. No site do PEA, por exemplo, há uma lista com 103 empresas “cruelty free”. Segundo o diretor Carlos Rosolen, cerca de cinco fabricantes entram na lista todos os anos.

Texto: Claudia Silveira, do G1