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ANTES E DEPOIS DE CÃES RESGATADOS

O abrigo Rocky Ridge Refuge, em Arkansas, cuida de cães e também outros animais, como capivaras, tartarugas, zebras, cabras, gansos e muitos outros. Todos convivem em harmonia, mostrando que a diferença de espécies só é tratada como um fator tão relevante por nós, humanos. Veja aqui a interação da turma na página do abrigo no facebook. Continue reading ANTES E DEPOIS DE CÃES RESGATADOS

HISTÓRIA DA LAIKA

laika 2 mesesLaikolina Filomena, Laika para os íntimos, é uma cadelinha catarinense resgatada das ruas com cerca de 2 meses de idade. Estava eu andando sozinha e a pé pelas ruas perto de onde morava na época, vestindo por coincidência uma camiseta com estampa de cachorro, que acho que denunciava minha nada secreta paixão por estes animais, quando escuto um ganido estratégico. Parei e olhei para o lado, e eis que vejo um pequeno toco de cãozinho barrigudo e sarnento mas mesmo assim inevitavelmente fofo, que ao ver que tinha conseguido chamar minha atenção voltou correndo para o arbusto de onde devia ter acabado de sair, fugindo do sol.

Quase instintivamente, lá vou atrás da pequenina sem noção que tinha acabado de sentar em mil formigas e outros insetos afins, para tirá-la de lá e ver do que se tratava. Logo percebi que o toco era uma toca, pois era fêmea, e sua barriguinha estava enorme, o que depois soube que era pela existência de vermes. Ela estava até pesada de tão barriguda e também um pouco sem energia. O pêlo tinha falhas no corpo inteiro, o que depois foi identificado como sarna sarcóptica, que é o tipo mais comum e sem origem genética como a sarna demodécica, segundo o veterinário para o qual a levei depois.

laika 2 meses 2Em um breve momento de “Ai meu deus, e agora?”, olhei em volta na inútil expectativa de ver alguém procurando por ela ou até mesmo uma mãe cadela procurando seu rebento. Nada. Levantei com o pequeno ser no meu colo, e caminhei em direção à minha casa com um sentimento de “ai meu deus, e agora?” maior ainda, mas na certeza absoluta de que deixá-la lá passando calor, fome e correndo o risco de ser atropelada não seria uma opção.

Foi um caso de amor fulminante, pelo menos meu em relação a ela. Tentei até ver se alguém a adotaria, pois minhas condições financeiras na época não eram das melhores e eu morava com a minha mãe, que a princípio não queria um cãozinho em casa, mas a simples idéia me fez chorar compulsivamente, coisa que não acontece com todos os cães que resgato da rua. Já cheguei a localizar os donos de cães que estavam perdidos e fiquei feliz quando eles foram embora, pois sabia que eles estavam bem. E é isso que realmente importa. Mas com a Laika desenvolvi um apego muito forte e instantâneo. Comecei logo a cuidar da saúde dela, desde o primeiro dia, e ela ficou 100%. E não, não sobrou para a minha mãe.

Essa é a história de como ela me achou. Daí para a frente começamos a ser companheiras inseparáveis, já que eu adoro a presença dela e ela sempre pareceu adorar ficar pertinho também, como talvez todo cão que conheço. E eu não sei o que faria sem esse presente que a vida me deu, aparentemente por acaso.

Fernanda – Direitos Animais